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Cultura |
As principais festas de Belterra são de cunho religioso. Durante esses eventos, visitantes de todos os lugares chegam ao município. Muitos vão pela primeira vez, atraídos pelo convite de quem já conheceu Belterra, e gostou. A principal festa da comunidade é em homenagem ao padroeiro do município, Santo Antônio. A festividade é promovida pela Igreja Matriz e ocorre todo mês de junho. Durante os 13 dias de festa são realizados batizados, solenidades, novenas, missas e o famoso arraial. A programação também inclui serestas, bailes e uma grande festa dançante que antecede o "bingão Antoniano", realizado no último dia da festa.
Desde o ano passado é realizada a "Maratona de Santo Antônio". Vários maratonistas de outros estados e cidades fazem um percurso de 42 km, largando do 8º Batalhão de Engenharia e Construção, percorrem a BR-163 até a linha de chegada, em frente à Igreja Matriz. Além disso, durante uma semana os belterrenses comemoram o aniversário do município, realizado no dia 04 de maio. No dia do aniversário, as comemorações vão desde a primeira hora da madrugada até o amanhecer do dia seguinte, quando acontece a Gincana Cultural de Belterra, que tem a participação de todos os moradores da cidade.
Uma dica - Um costume típico é procurado por todas as pessoas que visitam Belterra. Trata-se da Piracaia, a maneira mais tradicional de assar um peixe fresco e fazer uma deliciosa caldeirada em fogueiras armadas na praia durante as noites de luar, acompanhada de caipirinha e uma boa viola. O peixe assado e a caldeirada são servidos dentro de cuias com farinha de mandioca, tucupi, pimenta e limão, comido sem o uso de talheres. A piracaia é muito comum nas festividades das comunidades ribeirinhas, às margens do rio Tapajós, onde os casais enamorados aproveitam para passear de canoa e apreciar a bela paisagem esculpida por Deus para quem mora em frente ao rio Tapajós.
Arquitetura - Por ser considerada "a cidade americana no coração da Amazônia", Belterra, assim como Fordlândia, possui uma arquitetura singular, lembrando uma típica cidade do interior dos EUA. A arquitetura chama a atenção de quem visita o município. As vilas que abrigavam os funcionários que trabalharam no projeto são preservadas até hoje. As residências são cobertas de telhas de barro tipo "francesa", têm banheiros internos, varandas, afastamento lateral e jardins. Aliás, belos jardins. Independente da casa, os moradores preservaram o hábito de conservar os jardins ao redor de suas casas. Na verdade, na época do projeto, a Companhia Ford realizava concursos anuais para premiar o melhor jardim do município. O objetivo era aumentar a quantidade de frutos e hortaliças para que os moradores conhecessem o valor da dieta à base de vegetais.
Mas, existe uma residência que chama a atenção de todos e leva ao passado várias pessoas que trabalharam no Projeto da Borracha. A Casa Um, como é chamada pelos habitantes da cidade, é uma casa de sonhos. Ampla, com uma vista privilegiada da varanda, grande salão e vários compartimentos, a Casa Um foi projetada para receber o mentor do projeto, o milionário Henry Ford. No entanto, isso nunca aconteceu, pois 40 dias antes da viagem prevista para Belterra, Ford perdeu o filho e desistiu da viagem - e do projeto. Na conversa dos moradores que participaram dessa história holywoodiana restam apenas saudades e sempre um "se". Talvez, se Henry Ford conhecesse aquele lugar, nunca tivesse coragem de deixá-lo.
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